quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A SOMBRA


Passeia como pombo pela casa
Arrulhando palavras tão azedas
De cara tristonha e tão fechada
Mostrando em tudo só horas lerdas.

Trilha os caminhos escuros do oculto
Reza não sei a quem pois não percebo
Dessa matéria sou mais que inculto
Pois tais teorias se as há eu não concebo

Tem o cérebro atrofiado. Está tão velho
Que julga estar em épocas remotas de Faraó
Não recebe de ninguém nem um conselho
Fecha-se em seu túmulo e mete dó

Doida varrida. Parece uma sombra que se arrasta
Curva a cabeça pendurada na cerviz
Anda acelerada em busca…e não traz nada
Se procura algo e acha; ninguém sabe e nada diz

Seus amigos estão dispersos em terra cava
Revê-se em flores que atrofia em todo o lado
Cheira a terra que nem a água da chuva lava
Deleita-se na sua bravura que dê brado.



                                                                     ARIEH NATSAC

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