quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

VULTOS PERDIDOS



TERNURA

Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...

DAVID MOURÃO FERREIRA



VULTOS PERDIDOS

Olho a roupa no chão: que tempestade!
Reflexos de uma noite em desvario
E nem temperatura de algum frio
Liberta nosso encanto – que verdade –

Há restos de ternura pelo meio,
Leveza de um desejo tão ardente
E tudo o mais se torna incandescente
Levando em teu calor um tal recheio

Como vultos perdidos na cidade
Sem terem dia hora nem idade
Mas que exalam um cheiro a maresia

Onde uma tempestade sobreveio…
Entre lençóis escondem bruto anseio
Impulso da loucura que te cobria.


ARIEH  NATSAC

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