terça-feira, 5 de janeiro de 2016

BEM SADIO…



BEM SADIO…


Ao lembrar o passado bem sadio
Das coisas que se usavam com amor
Sinto hoje ao vê-las tão grande arrepio
Perdidas a um canto sem valor


Queria na província descansar
Ter comer em panelas só de ferro
À noite com candeia alumiar
E no chiqueiro porco, dava berro


Carros de bois faziam o transporte
Dos troncos que nas matas tinham corte
Da lenha p’ra no lume se queimar

E quando era Setembro uma vindima
Juntava tanta gente, grande estima
Uvas eram levadas p’ra o lagar.




ARIEH  NATSAC



Sem comentários:

Enviar um comentário